domingo, 15 de novembro de 2009

Projetos de Aprendizagem


Projetos de Aprendizagem

Na postagem anterior, falei sobre o Projeto de Aprendizagem que desenvolvemos no PEAD, que teve como tema a Violencia na Escola.
Trabalhar com o PA no PEAD foi muito bom, nos envolvemos, pesquisamos, buscamos em diversos ambientes e canais informações importantes que nos trouxeram muitas informações.
Mas, parar para pensar neste processo e como ele acontece aconteceu realmente, para mim, na última atividade do seminário integrador denominada "Debatendo teses".
Gostei muito de refletir sobre aquelas afirmações e de ter conhecimento de como meus colegas estavam pensando sobre elas. Pensar a "questão inicial", as "certezas provisórias", as "dúvidas", e em como elas vão se modificando e se esclarecendo com o decorrer das pesquisas foi muito significativo, pois quando estamos atuando não paramos para pensar essas questões, em o que está acontecendo com nossos conhecimentos.
Também durante os questionamentos sobre o mapa conceitual, pude pensar em como trabalhar com essa ferramenta nas nossas salas de aulas.Pensei em cartazes, placas, tiras, móbilis, pirâmides, desenhos, e cheguei a conclusão que não é nenhum "bicho de sete cabeças" esse tal mapa conceitual e sim uma ferramenta muito boa de sintetização e visualização do PA.
Na etapa do fórum de debates, havia uma afirmação que comparava a pesquisa e o PA, e o que foi interessante é que quando me posicionei achei que a diferença não era tão grande assim, porque sempre que meus alunos fizeram pesquisas depois elas foram socializadas, porém com os comentários das colegas e lendo os seus posicionamentos, pude refletir melhor sobre esse processo e percebi que realmente no PA a aprendizagem é muito mais significativa. Isso porque no PA as informações são selecionadas e analizadas já em grupo, fazendo com que nessa troca e interação os alunos se apropriem muito mais das informações.
Por fim, entendi que os Projetos de Aprendizagens são uma ótima maneira de trabalhar com nossos alunos. Só tinha um pouco de dúvida em como fazer isso e continuar tendo que dar conta dos conteúdos da série. Mas então, na aula presencial de quarta, o Prof. Leonardo me esclareceu essa última dúvida...podemos trabalhar com o PA um dia por semana, ou determinar um tempo para essa trabalho.
Baseado em tudo que coloquei aqui, posso afirmar que aprendi muito sobre esse tipo de projeto e que os Projetos de Aprendizagens podem sim, e devem ser desenvolvidos em nossas salas de aula. É claro que vamos ter que fazer algumas adaptações...mas competência e imaginação para isso nós temos de sobra.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PA- Violência na Escola


Porque existe tanta violência na escola?


Essa foi a questão que norteou nosso PA. Durante todo o tempo de desenvolvimento desse projeto pesquisamos em sites, páginas, blogs, livros, revistas, assistimos a reportagens de televisão, a vídeos buscando a resposta para essa pergunta. Escolhemos esse assunto pois vivemos e assistimos cenas de violência na escola todos os dias. Tinhamos algumas certezas de qual eram os motivos dessa violência e muitas dúvidas de como podíamos melhorar essa situação.
Depois de muitas pesquisas chegamos a algumas conclusões:
- As causas da violência podem ser, na maioria das vezes, fatores psicológicos, sociais, econômicos, culturais, raciais e problemas em relação a família.
- O sujeito que é violento na escola apresenta grandes chances de se tornar um adulto violento, se envolvendo em situações de delito e criminalidade.
- A violência pode ser simbólica ( do professor contra o aluno, agressões verbais, humilhações), pode ser contra o patrimônio ( pichações e depredações da escola), pode ser física (se manifesta atravez de agressões físicas, em brigas).
- Outro tipo de violência que está muito presente nas nossas escolas é o bullyng, que é uma violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, praticada por um grupo ou por um indivíduo sobre outro mais indefeso, provocando constrangimento e humilhação e o prejudicando psicologicamente.
- As soluções para essa violência são variadas, mas todas apontam para um único caminho, com a participação dos pais e comunidade, oferecer ao aluno mais atividades culturais, esportivas, artísticas, integrando-o socialmente e criando um ambiente escolar de harmonia, coleguismo e paz. Proporcionar um espaço escolar sem preconceitos,com regras claras e que sejam respeitadas por todos.
- Pensamos também que não devemos deixar impune a violência praticada dentro da escola, e sim agir diante dos fatos e atos violentos, chamando os responsáveis a responsabilidade.
Além de todos essas fatores, muitos fatos e situações apareceram neste projeto que me levaram a concluir que a escola precisa ser um local de construção da cidadania, onde o conhecimento do aluno seja valorizado, onde os profissionais sejam comprometidos, onde o respeito mútuo seja a principal regra de convivência, o currículo e as práticas pedagógicas sejam atraentes para os alunos, para que estes gostem de estar na escola, de fazer parte deste ambiente.
Por todos esses itens que citei acima, posso afirmar que esse projeto de aprendizagem (PA) me trouxe grandes aprendizagens.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


"Seu nome é Jonas"
Semana passada, em virtude de uma atividade de LIBRAS, assisti ao filme "Seu nome é Jonas". Adorei !
O filme conta a história de um menino surdo que por causa de um diagnóstico errado passa muito tempo em uma clínica para doentes mentais, tratado como um demente. Quando retorna para casa, com uns seis anos, os conflitos começam a contecer. Jonas não consegue se comunicar, não é entendido e não entende as pessoas a sua volta. A família em pouco tempo entra em crise, brigas e discussões acontecem, não existe um entendimento. Jonas é discriminado pelas pessoas do bairro, pelos amigos do pai, criando uma situação insustentável, a ponto do pai, não muito comprometido, ir embora de casa. A mãe sempre fazendo o possível para melhorar essa situação e procurando ajudar o filho, o leva a uma escola de surdos onde Jonas aprenderia a ler os lábios e falar e era proibido de utilizar gestos e sinais. Com o tempo percebe que não está surtindo efeito e que seu filho "nunca vai ser como os outros". Assim procura um casal que se comunica utilizando sinais e vai conhecer a comunidade surda. Rompendo os preconceitos da época e entendendo a verdadeira condição de Jonas, sua mãe inicia com o menino um novo processo de aprendizagem, atraves de sinais. Logo Jonas já se mostra com outra expressão, interagindo, entendendo o mundo a sua volta e se comunicando. O menino se mostra feliz. Acaba o filme quando Jonas está chegando a uma escola para surdos onde todos utilizam os sinais.
O filme é muito bom e trouxe muitas questões as quais devemos refletir. Ele nos mostra como os pais, ainda em muitos casos não aceitam as limitações dos filhos, não sabem agir com a diferença, se desestruturam e sem querer cometem erros pensando estar agindo corretamente. E como é difícil essa situação. Nos mostra também como existe preconceito em relação ao diferente, embora atualmente penso ter melhorado um pouco, como as pessoas tem receio de se aproximar e conviver com as deficiências.
Assistindo "Seu nome é Jonas" aprendi um pouco mais sobre as crianças surdas, sobre seus desafios e sua luta, com sua família. Aprendi principalmente que a criança surda apenas não escuta, mas é tão capaz quanto qualquer outra criança, que pode e deve crescer com oportunidades para desenvolver seus potenciais e ser feliz. Com certeza, hoje tenho um outro olhar sobre essa realidade.

domingo, 20 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos - EJA

Educação de Jovens e Adultos

Através das leituras e do trabalho desenvolvido durante a semana que passou sobre a Educação de Jovens e Adultos, pude aprender muitas coisas, e compreender o quanto importante é essa modalidade de ensino para a realidade que vivemos atualmente.

A EJA é uma modalidade de educação básica destinada a atender o público jovem e adulto que não teve acesso a educação na infância ou adolescência, tem a finalidade de oportunizar essas pessoas a dar continuidade a seus estudos.Mas, alem disso, o EJA tem o intuito de promover a inclusão social e a inserção no mercado de trabalho desses sujeitos, que não tiveram acesso a educação na idade própria, dando condições a esses de construir sua cidadania, de se tornarem mais qualificados profissionalmente e com mais conhecimento.

As funções do EJA são: reparadora, equalizadora e qualificadora. Através dessa modalidade de ensino o sujeito resgata o direito a educação que anteriormente, por algum motivo, lhe foi negado, com dignidade e valorização, e garante sua qualificação e atualização. Qualificar é a principal função da EJA, que acreditaque todos podem aprender em todos os momentos, em qualquer idade, que em todas as idades é possível se formar, se desenvolver, construir conhecimentos, habilidades e competências.

Os alunos da EJA são alunos que chegam a escola com grande espectativa de buscar conhecimento, de dar significado as suas habilidades e competências. São alunos com uma grande bagagem de vida, com uma variedade enorme de experiências,que tem que ser levada em conta pelo professor, que deverá ter uma atuação diferenciada, com métodos e tempos que respeitem essa diversidade dos seus alunos. O currículo da EJA deverá ser flexível a fim de aproveitar essas experiências trazidas pelos alunos, e pensando também em uma qualificação para o trabalho, que é a realidade em que muitos já estão inseridos e outros tantos necessitam se inserir com uma certa urgência. A busca pela alfabetização e pela complementação dos estudos está ligada diretamente a necessidade de uma inserção profissional, para alcançar melhores condições de vida, aumentar o salário, fugir do desemprego.O currículo deve também buscar por formas de superação para as discriminações de classe, gênero, raça, etc.



domingo, 6 de setembro de 2009

Aula Presencial de Didática


Aula Presencial de Didática

Na última quarta-feira tivemos aula presencial da disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação.Após a apresentação da disciplina, a professora propoz uma atividade que achei muito interessante.
Essa atividade consistia em imaginar que tivessemos tido contato com um ser extraterrestre, e que este teria nos convidado para viajar a seu planeta e montar lá uma escola. Aceitando o convite, a tarefa era, enquanto viajassemos para esse planeta desconhecido, planejar essa escola. Teríamos em grupos que criar a escola que implantaríamos neste planeta.
E a tarefa foi realmente uma "viagem"! Imaginamos realmente tudo o que poderíamos ter de melhor em uma escola, ao menos nas nossas escolas...
Em grupo, cada uma de nós quatro trazia coisas que achava que era importante, indispensável. Opiniões diversas surgiram, mas todas com a mesma preocupação: criar a "melhor escola". Pensamos nos aspectos da estrutura física, no espaço das salas, do pátio, das área de lazer, em quadras esportivas, no melhor material didático, muitos livros, jogos, vídeos, na tecnologia a disposição dos alunos, em cada um com seu computador, na assessibilidade de crianças NEs, estrutura pedagógica para essas crianças, grupo de profissionais de apoio aos professores, muitos professores, equipe de limpeza, e muito mais.
Os motivos que me chamaram a atenção para essa atividade, e que me fizeram descrevê-la aqui, foram justamente as discussões e as reflexões que surgiram no grupo. Enquanto uma de nós pensava que antes de montar toda uma estrutura precisava-se conhecer a clientela, os alunos, a comunidade, saber mais sobre como tudo acontece naquele planeta, outras achavam que não, que depois "se adaptava" tudo. Enquanto uma falava nos salários dos professores como prioridade, outra pensava em levar professores que tivessem como característica principal gostar do que fazem. Uma queria salas de aula com apenas 10 alunos, uma achava que seria melhor se a escola trabalhasse com salas de interesses, outra preferia salas com projetos onde todos participassem, quem sabe ao ar livre?, e assim por diante.
Percebi o quanto essa tarefa é difícil e como ainda não temos um modelo de escola ideal. No pouco tempo em que ficamos ali "viajando",vi o quanto cada pessoa enxerga pontos diferentes como os mais importantes, talvez reflexo das suas experiencias até aqui.
Para mim, a importância da atividade esteve nestas discussões e reflexões, onde cada uma de nós teve que sair de sua sala de aula e enxergar a escola como um todo, com muitos aspectos para se pensar e planejar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


2009/2

NOVO SEMESTRE
Um novo semestre está iniciando e como nos outros tenho muitas espectativas. Pelas aulas presenciais que tivemos, posso concluir que as aprendizagem vão ser muito significativas. Em especial estou bem ansiosa em relação a disciplina de LIBRAS,já trabalhei por um tempo com alunos surdos e gostei muito da experiencia, por esse motivo a linguagem de sinais para mim é tão especial e importante.
Também já iniciei as leituras sobre a Educação de Jovens e Adultos e estou cada vez mais interessada em saber mais sobre o tema.Penso que essa saída de campo da disciplina vai ser muito gratificante e nos mostrar realmente como funciona essa categoria de ensino.
Em relação as outras disciplinas também estou bem curiosa.
Enfim, espero que esse semestre seja muito bom!!

sábado, 25 de abril de 2009

Questões Etnico-raciais na Educação


Na aula presencial da disciplina de questões étnico-raciais nós fizemos aquela atividade com o espelho, e foi muito bacana. Para mim particularmente foi um momento especial. Aquela parada foi muito significativa em muitos sentidos, nos últimos tempos não tenho me pertimido parar e me enxergar... Observar o colega, prestar atenção em seus traços, descreve-lo tambem foi muito bom, embora tivesse me deparado com a colega que estava ao meu lado tantas vezes, nunca a tinha percebido realmente. Eu e ela tivemos essa mesma sensação inclusive.

Por ter sido tão bacana essa experiencia, resolvi fazer essa atividade com os alunos antes de propor a confecção do mosaico. Fui bem surpreendente. As reações foram das mais diversas. As meninas, mais vaidosas, não tiveram problemas com o espelho, se olhavam, se arrumavam, se observavam com mais naturalidade. Os meninos, a principio ficaram um pouco tímidos, mas como já tinha explicado o objetivo da atividade, aos poucos foram ficando tranquilos. Só que ao invés de colocar música eu fui conversando com a turma, orientando o que deveriam observar. Após o exercício eles se descreveram e se desenharam. Abaixo tem alguns exemplos.


História, Deficiência e Educação Especial


Ao ler o texto da Professora Arlete Miranda pude perceber o quanto já avançamos em relação as pessoas deficientes. Pensar que a tempos atras esses eram abandonados, perseguidos, escondidos, muitas vezes até eliminados me causa até um certo mal estar.

Enquanto lia o texto lembrei de um fato muito curioso que conteceu comigo. Eu devia ter uns 12 anos e era muito grudada com uma coleguinha da escola.Certo dia ao ir a sua casa para passar o dia, que ficava em uma cidade visinha, percebi que havia um certo misterio no ar, então minha amiga me contou o "segredo". Ela tinha uma irmã mais velha que tinha deficiência mental e ficava sempre em uma parte da casa, isolada do resto da familia e principalmente das visitas. Então fomos espiar. Lembro que fiquei com pena da menina, que devia ter só alguns anos mais que nós. Ela vivia escondida ali, era muito triste. Felizmente, atualmente as familias não tem mais vergonha de seus familiares com deficiencia. Tenho uma amiga que tem um filho com Síndrome de Down, hoje com 5 anos, e ele é tratado normalmente. Vai para a escolinha desde os 5 meses, frequenta uma fono regularmente e todos procuram não fazer nenhum tipo de diferenciação com ele.

Mas sei que ainda existe um longo caminho a ser percorrido. Para inserir esses indivíduos completamente, para acontecer uma inclusão escolar verdadeira toda uma estrutura teria que ser revista.A começar pelos professores, que deveriam receber maior insentivo e condições de se especializar, no intuito de ter condições de receber esses indivíduos e contribuir para seu desenvolvimento. Depois temos que pensar ainda na acessibilidade dessas crianças. A maioria das escolas não estão preparadas para receber uma criança com necessidades especiais. Precisam ser construidas rampas de acesso, adaptar banheiros, bebedouros, pracinhas, canchas esportivas, e muito mais.

Aqui em São Leopoldo muitas coisas estão acontecendo a favor dessa transformação, mas isso fica para um próximo capítulo...