sábado, 25 de abril de 2009

Questões Etnico-raciais na Educação


Na aula presencial da disciplina de questões étnico-raciais nós fizemos aquela atividade com o espelho, e foi muito bacana. Para mim particularmente foi um momento especial. Aquela parada foi muito significativa em muitos sentidos, nos últimos tempos não tenho me pertimido parar e me enxergar... Observar o colega, prestar atenção em seus traços, descreve-lo tambem foi muito bom, embora tivesse me deparado com a colega que estava ao meu lado tantas vezes, nunca a tinha percebido realmente. Eu e ela tivemos essa mesma sensação inclusive.

Por ter sido tão bacana essa experiencia, resolvi fazer essa atividade com os alunos antes de propor a confecção do mosaico. Fui bem surpreendente. As reações foram das mais diversas. As meninas, mais vaidosas, não tiveram problemas com o espelho, se olhavam, se arrumavam, se observavam com mais naturalidade. Os meninos, a principio ficaram um pouco tímidos, mas como já tinha explicado o objetivo da atividade, aos poucos foram ficando tranquilos. Só que ao invés de colocar música eu fui conversando com a turma, orientando o que deveriam observar. Após o exercício eles se descreveram e se desenharam. Abaixo tem alguns exemplos.


História, Deficiência e Educação Especial


Ao ler o texto da Professora Arlete Miranda pude perceber o quanto já avançamos em relação as pessoas deficientes. Pensar que a tempos atras esses eram abandonados, perseguidos, escondidos, muitas vezes até eliminados me causa até um certo mal estar.

Enquanto lia o texto lembrei de um fato muito curioso que conteceu comigo. Eu devia ter uns 12 anos e era muito grudada com uma coleguinha da escola.Certo dia ao ir a sua casa para passar o dia, que ficava em uma cidade visinha, percebi que havia um certo misterio no ar, então minha amiga me contou o "segredo". Ela tinha uma irmã mais velha que tinha deficiência mental e ficava sempre em uma parte da casa, isolada do resto da familia e principalmente das visitas. Então fomos espiar. Lembro que fiquei com pena da menina, que devia ter só alguns anos mais que nós. Ela vivia escondida ali, era muito triste. Felizmente, atualmente as familias não tem mais vergonha de seus familiares com deficiencia. Tenho uma amiga que tem um filho com Síndrome de Down, hoje com 5 anos, e ele é tratado normalmente. Vai para a escolinha desde os 5 meses, frequenta uma fono regularmente e todos procuram não fazer nenhum tipo de diferenciação com ele.

Mas sei que ainda existe um longo caminho a ser percorrido. Para inserir esses indivíduos completamente, para acontecer uma inclusão escolar verdadeira toda uma estrutura teria que ser revista.A começar pelos professores, que deveriam receber maior insentivo e condições de se especializar, no intuito de ter condições de receber esses indivíduos e contribuir para seu desenvolvimento. Depois temos que pensar ainda na acessibilidade dessas crianças. A maioria das escolas não estão preparadas para receber uma criança com necessidades especiais. Precisam ser construidas rampas de acesso, adaptar banheiros, bebedouros, pracinhas, canchas esportivas, e muito mais.

Aqui em São Leopoldo muitas coisas estão acontecendo a favor dessa transformação, mas isso fica para um próximo capítulo...