
História, Deficiência e Educação Especial
Ao ler o texto da Professora Arlete Miranda pude perceber o quanto já avançamos em relação as pessoas deficientes. Pensar que a tempos atras esses eram abandonados, perseguidos, escondidos, muitas vezes até eliminados me causa até um certo mal estar.
Enquanto lia o texto lembrei de um fato muito curioso que conteceu comigo. Eu devia ter uns 12 anos e era muito grudada com uma coleguinha da escola.Certo dia ao ir a sua casa para passar o dia, que ficava em uma cidade visinha, percebi que havia um certo misterio no ar, então minha amiga me contou o "segredo". Ela tinha uma irmã mais velha que tinha deficiência mental e ficava sempre em uma parte da casa, isolada do resto da familia e principalmente das visitas. Então fomos espiar. Lembro que fiquei com pena da menina, que devia ter só alguns anos mais que nós. Ela vivia escondida ali, era muito triste. Felizmente, atualmente as familias não tem mais vergonha de seus familiares com deficiencia. Tenho uma amiga que tem um filho com Síndrome de Down, hoje com 5 anos, e ele é tratado normalmente. Vai para a escolinha desde os 5 meses, frequenta uma fono regularmente e todos procuram não fazer nenhum tipo de diferenciação com ele.
Mas sei que ainda existe um longo caminho a ser percorrido. Para inserir esses indivíduos completamente, para acontecer uma inclusão escolar verdadeira toda uma estrutura teria que ser revista.A começar pelos professores, que deveriam receber maior insentivo e condições de se especializar, no intuito de ter condições de receber esses indivíduos e contribuir para seu desenvolvimento. Depois temos que pensar ainda na acessibilidade dessas crianças. A maioria das escolas não estão preparadas para receber uma criança com necessidades especiais. Precisam ser construidas rampas de acesso, adaptar banheiros, bebedouros, pracinhas, canchas esportivas, e muito mais.
Aqui em São Leopoldo muitas coisas estão acontecendo a favor dessa transformação, mas isso fica para um próximo capítulo...
Um comentário:
Olá Silvana!
Parabéns pela riqueza deste teu relato!
Fiquei ansiosa por ler o próximo capítulo...
Abraços, Cátia
PS. sugiro que identifiques o referido texto da profª Arlete Miranda.
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